Por que é tão difícil falar de independência financeira? 

Quando eu me deparei com a possibilidade de ser independente financeiramente, eu senti que tinha descoberto o segredo da felicidade! Cada vez que eu descobria uma nova forma de economizar dinheiro e de diminuir meus gastos mensais, eu achava que estava descobrindo um tesouro. Cada centavo a mais que eu investia, eu dava um passo à mais a caminho da minha liberdade. E pra mim foi ficando cada vez mais óbvio que o esforço economizando dinheiro agora me traria uma vida com mais liberdade no futuro!

Eu mal podia esperar para discutir o assunto com meus amigos e familiares. Mas fiquei muito surpresa quando eu descobri que nem todos se sentem como eu! É claro que somos seres singulares e que cada um pensa de uma forma, mas achei surpreendente que entre os meus, pouquíssimos se identificaram com essa outra forma de olhar o dinheiro. E eu acho que tenho diversos tipos de amigos, inclusive os que não gostam do trabalho, os que ganham demais e gastam demais e os que vivem reclamando da falta de tempo pra fazer as coisas que mais gostam. Então porque poucas pessoas ficam maravilhadas quando eu falo sobre essa possibilidade de se aposentar cedo?

A primeira resposta que me vem à cabeça é que as pessoas não querem levar uma vida de privação. Infelizmente o caminho mais rápido e mais certo para independência financeira é gastar menos, e para isso precisamos aprender a dizer não para muitas coisas. Não para aquela vontade doida de comprar uma roupa nova, não para um jantar num restaurante caro e não para aquela hotel 5 estrelas que você poderia ficar hospedado na próxima viagem. Mas essa é uma forma simplista e superficial de análise! Quando comecei a pensar que cada gasto representava um dia a mais de trabalho, dizer esses “não” ficou muito mais fácil. E depois de algum tempo dizendo muitos “não”, eu percebi que o meu nível de contentamento continuava o mesmo! Quantas vezes uma roupa nova trouxe uma alegria apenas passageira? Estou convencida de que consumir não me traz felicidade, e pior, só me deixa mais distante de desfrutar da vida que eu quero! Talvez a maioria das pessoas que eu conheço precisasse passar um tempo sem consumir e perceber que não é isso que as torna felizes. Talvez dessa forma ficaria mais nítido que o caminho para a independência financeira não é uma vida de privações.

Outra possível explicação é que as pessoas têm medo de se sentirem improdutivas. E acho que é por isso que a maioria dos blogs de finança pessoais preferem o termo de independência financeira ao termo de aposentadoria antecipada! Com certeza quando eu digo que quero me aposentar aos trinta, não estou dizendo que quero ficar de bobeira aos 40 anos de idade. Pra mim, a aposentadoria significa que eu não preciso mais trabalhar para ter dinheiro, e que agora posso focar meu tempo sendo produtiva em outros campos da minha vida.

Meu pai se aposentou recentemente e ele está ainda naquela fase perdida, sem saber o que fazer com tanto tempo livre. Ele tinha muitos planos para quando se aposentasse e está tentando tocar alguns, mas acho que ele se sente na maior parte do tempo uma pessoa inútil. De fato, a aposentadoria não é tão simples quanto parece, e com certeza requer preparo. Conheço muitas pessoas que se aposentaram e ficaram perdidas, até mesmo deprimidas. E é por isso que é importante se preparar para esse momento e, quem sabe, já até começar algumas atividades agora que você poderá se dedicar integralmente no futuro, só para tornar a transição mais fácil. Da minha parte, eu espero que esse blog seja de muita ajuda!

Eu acho que a aposentadoria antecipada ou a independência financeira traz na verdade uma coisa que todo ser humano busca: liberdade para viver a vida que desejamos! Esse final de semana estava discutindo com meu noivo como seria uma vida perfeita para nós, se a gente não precisasse trabalhar mais. Nossa rotina incluiria mais exercício físico, cozinhar nossas próprias refeições, ter mais tempo para ficar com os nossos pais que estão envelhecendo, e viajar mais. Inclusive sonhamos com a possibilidade de morar alguns meses do ano em lugares e países diferentes, só pela curiosidade de conhecer mais de perto outras culturas. Também temos planos de estudar coisas que nos interessam tais como culinária, fotografia, psicologia, e quem sabe, até fazer uma renda extra com esses novos conhecimentos.

Talvez uma forma de ver a aposentaria antecipada seria que ela é uma possibilidade de viver aquela vida que sonhamos quando jogamos na mega sena. E nesse caso, não precisamos depender de uma probabilidade ridiculamente baixa. E quem não quer ganhar na sena? Acho que todos querem. É curioso então que nem todos queiram fazer o esforço necessário para atingir a independência financeira.

Meu primeiro pedido de aumento de salário!

Eu sempre li que devemos ter coragem de pedir um aumento de salário, mas como trabalho num lugar em que todos recebem um salário baixo e a boa parte do salário é bônus, achei que isso não se aplicava a mim. 

Até que um dia, conversando com uma amiga, disse que estava esperando que meu bônus fosse muito bom esse semestre, já que a empresa teve um aumento grande de receita e que meu trabalho contribui para esse resultado em partes. E então ela me perguntou “mas quanto de aumento você está esperando?” E eu disse “o dobro!”. Ela então me aconselhou a contar para o meu chefe minha expectativa, pois dificilmente o chefe sai dobrando o salário das pessoas. Na minha cabeça, como eu tinha optado por esse modelo de remuneração mais arriscado e eu de fato conseguia calcular a minha contribuição para a receita da empresa, receber um aumento de 100% de bônus era viável. Mas como ela tem mais anos de experiência no mercado de trabalho, ela poderia ter razão.
Mais tarde eu tive uma conversa com outro colega e ele me falou de um experimento muito interessante. Dois grupos de pessoas tinham que escolher um número entre 0 e 500. Porém, o primeiro grupo entrava numa sala que tinha o número 10 pintado na parede da sala e o segundo grupo tinha o número 300 pintado na sala. No final do estudo foi calculada a média dos numerosos escolhidos pelos dois grupos e a média do segundo grupo era muito mais alta que a média do primeiro grupo! Em outras palavras, só de visualizarem um número mais alto, as pessoas escolhiam um número mais alto! Ou seja, se eu falasse para o meu chefe que queria um valor muito alto de bônus, ele ficaria com esse valor alto na cabeça e provavelmente me pagaria um valor mais alto. 

E então eu já estava convencida de que iria pedir um aumento do meu bônus. Só não sabia como fazer isso! E aí que eu comecei a prestar atenção em todos esses artigos na internet que nos estimulam a pedir um aumento. Descobri que a melhor forma de fazer isso é apresentando seus resultados concretos para empresa, o que justificaria um aumento de salário. 

Depois de pensar por alguns dias, tomei coragem e chamei meu chefe para uma conversa. Disse que sabia que as conversas sobre bônus estavam começando na empresa e que eu gostaria de compartilhar com ele a minha expectativa. Disse que sabia que a nossa área tinha contribuído muito para p resultado da empresa no último semestre e que o meu feedback sempre foi positivo. Enumerei todas as responsabilidades que eu assumi nesses últimos meses e como elas contribuíram para o resultado da área. E então falei que por conta desse fatores, eu estava esperando um aumento de 100% do meu bônus. Ele obviamente achou a minha expectativa muito agressiva, mas disse que entendia meus pontos e que defenderia minha remuneração. 

Depois de 1 mês, eu tive a notícia de que meu bônus subiu 37%. Foi um valor mais baixo do que eu pedi, talvez eu realmente tivesse uma expectativa muito alta. E não sei o quanto o meu pedido de aumento contribui pra esse aumento, a verdade é que nunca saberei se eu realmente receberia esse aumento mesmo se não tivesse pedido. Mas valeu tentar. Tem poucas coisas que a gente controla nessa vida, mas sempre podemos fazer a nossa parte para ajudar. Se o meu pedido adiantou ou não, nunca saberei. Mas sei que fiz o que pude para que as coisas andassem ao meu favor. E a sensação de orgulho e de que estou lutando por mim mesma foi incrível! Com certeza recomendo! 

Eu vs Carros

Outro dia eu assisti um documentário no Netflix que se chamava Bike vs Cars. O documentário era uma coleção de relatos de diversos ciclistas nas grandes cidades ao redor do mundo, inclusive na nossa querida São Paulo que faz aniversário hoje. Em todas as grandes cidades, o ciclista não tinha vez e não tinha espaço. Poucas cidades tem faixas especiais para ciclista, que vão de ponta a ponta. Mas todas as cidades possuem avenidas e ruas por todos os cantos. O problema é que essas avenidas estão paradas, e as pessoas stressadas com o trânsito. Não seria mais inteligente oferecer à população a opção de se deslocar por bike? Por mais que a bike seja um meio de transporte mais devagar que um carro, a bike ocupa bem menos espaço e com certeza não formaria o trânsito que os carros formam, além de que pedalar é uma ótima atividade física e elimina o stress. E por que as cidades não estão cheia de ciclofaixas então? Porque a indústria automobilística não quer, simples assim. Se você vive numa cidade em que a principal forma de deslocamento é o carro, você vai precisar comprar um carro e a indústria vai lucrar com isso. E como essa indústria é muito rica e os políticos do mundo todo precisam de dinheiro para conseguir se eleger, bom, é só unir o útil ao agradável, e temos todos os ingredientes necessários para piorar o bem estar de todos.

Eu lembro de quando ganhei meu primeiro carro. Foi uma alegria imensa! Eu morava numa região distante do centro da cidade, então o carro permitia que eu chegasse a todos os lugares que queria rapidamente. Ainda que eu morasse próximo ao metro, eu usava muito pouco o transporte público por medo da cidade. Cresci acreditando que São Paulo é uma cidade super perigosa, principalmente para as mulheres, e sendo super protegida pelos meus pais. São Paulo de fato não é uma das cidades mais seguras do mundo, mas será que dirigir um carro na Marginal Tietê não é ainda mais perigoso do que pegar um metro? Então ganhar o meu carro foi um sinal de liberdade pra mim, foi o melhor presente que eu poderia ter ganho. O engraçado é que 10 anos depois, foi uma alegria ainda maior vende-lo e ficar sem carro!

O que mudou nesses dez anos é que eu percebi que odeio dirigir e odeio ficar parada no trânsito. Não tenho menor interesse em conhecer os detalhes do meu carro, o quanto ele corre, a potência dele (até porque convenhamos, qual a utilidade de um carro super potente quando vc anda a 10km/h no trânsito?). Com certeza ter um super carro nunca esteve na minha lista de prioridades. Mas além disso, eu me sentia sufocada dentro do carro! Depois de um dia de trabalho, ter que dirigir 1h pra chegar em casa fazia com que as minhas energias se esgotassem e tudo que eu queria era chegar, tomar banho e dormir! Foi então que eu comecei a ir de metro pro trabalho. Mesmo que meu trabalho não tivesse uma estação próxima, eu fazia o restante do trajeto a pé ou de ônibus. E comecei a perceber que pra mim era uma alegria muito grande sair do trabalho e caminhar até a estação! Chegar no metro e ler um livro! Quando eu chegava em casa, eu ainda tinha energias para conversar com a minha família, jantar, e fazer alguma coisa no meu tempo livre que não fosse dormir. E o tempo de deslocamento nem era tão mais longo assim.

Até que eu comprei meu apartamento bem próximo ao meu trabalho. E então eu comecei a ir a pé pro trabalho todos os dias, levando 10 minutos apenas. Aí sim minha vida mudou e ficou muito mais agradável. Não perco mais horas por dia com deslocamento, não me stresso mais com trânsito ou com o metro lotado. Eu dependo apenas das minhas pernas! Por mais que a compra desse apartamento tenha sido um gasto grande pra mim, ele me trouxe um aumento tão grande na minha qualidade de vida que eu acho que valeu cada centavo!

E então eu comecei a olhar com mais carinho para os meus gastos e para as coisas que eu poderia me desfazer e lá estava ele, o mesmo carro que me deu tanta alegria quando ganhei há 10 anos. Não esperei nem um mês e coloquei ele a venda. Pra minha alegria, vendeu super rápido! Além da economia por mês com gasolina, seguro, IPVA, estacionamento, manutenção e etc, eu ainda tinha uma grana extra pra investir. Foi realmente uma alegria imensa!

Na época, eu até achava que a economia compensaria meus gastos com taxi e Uber, mas ultimamente esse gasto tem sido bem baixo. O que eu percebi é que eu não gosto de ficar dentro de um carro, sendo eu a motorista ou não. Sinceramente, andar de carro ultimamente tem me dado até enjoo, tamanha a minha repulsa por esse meio de transporte, rs. Hoje eu moro em uma região central, então consigo fazer muitas coisas a pé ou de bike. Mas mesmo quando eu tenho que me deslocar por distâncias maiores, eu também tenho preferido ir de bike, a pé ou metro. Estou realmente fazendo de tudo para evitar o carro!

E isso tem me feito muito bem! Quando cancelei minha academia, eu achei que poderia compensar malhando em casa ou indo correr no parque. Mas sinceramente, eu tenho compensado muito mais fazendo algum exercício quando preciso me deslocar. Se eu vou tomar café da manhã com minhas amigas a 3km de distância da minha casa, eu vou e volto andando. Se eu vou almoçar com a minha família a 5km de distância da minha casa, eu vou e volto de bike. Se eu vou visitar pessoas queridas em alguma distância maior, eu vou de bike, a pé e um pouco de metrô. Os únicos problemas desse tipo de transporte é que eu tenho usado muito mais meu tênis e roupas de ginástica nos eventos, rs. Mas não me importo! Aliás, acho que isso não tem sido exclusividade minha. Acho que assim como eu, muitas pessoas estão usando a cidade como uma grande academia ao ar livre e utilizando tênis e roupas confortáveis para passear, almoçar ou visitar um amigo. E o que eu vejo quando cruzo com essas pessoas, é um sorriso muito grande no rosto, bem diferente da cara de desespero das pessoas que estão no trânsito.

Hoje eu não ligo mais de chegar no trabalho calçando meu tênis cor de rosa. Não ligo mais de chegar suada aos lugares, até porque em pouco tempo o suor passa e eu carrego meu desodorante sempre comigo. E inclusive não ligo se no meio do caminho tomar uma chuva. As vezes eu tenho um guarda-chuva, as vezes uma capa de chuva, e as vezes nada para me proteger. E quando a única opção é tomar um banho de chuva… ahhhh, é aí que eu fico ainda mais feliz!

E quando você descobre que tem gente que ganha muito mais do que você?

Dificilmente as pessoas falam abertamente sobre suas finanças pessoais e principalmente quanto elas ganham por mês. Até aquela sua amiga mais íntima que sabe de tudo da sua vida, provavelmente não sabe quanto você leva pra casa no final do mês.

Pode parecer difícil de entender esse tabu com os nossos salários, mas hoje tive um momento em que essa tabu pareceu fazer muito sentido.

Eu estava almoçando com uma colega de trabalho, e estávamos falando sobre como está difícil pedir um aumento para os chefes no meio dessa crise. E então minha colega comentou que em outro emprego, ela conseguia aumento todo ano, que o salário dela era super bom. Acho que ela quis ilustrar bem como o salário dela era realmente bom e me falou exatamente quanto ela ganhava por mês naquela época (antes de continuar, eu não acho que ela tenha mentido, ela não é do tipo de pessoa que tem prazer em se vangloriar, então ela só quis ilustrar para fazer ainda mais sentido a nossa conversa). Na hora que ela me falou o salário dela, o meu cérebro parou! Era muita coisa, era quase o dobro do que eu ganho hoje! Eu comecei a fazer rapidamente as contas de quantos anos ela tinha naquela época, e ainda cheguei a conclusão de que ela ganhava isso tudo quando tinha exatamente a idade que eu tenho hoje. Foi realmente chocante descobrir que uma pessoa com a minha idade, no mesmo ramo que eu trabalho, com a mesma formação, ganhasse o dobro que eu ganho hoje! Não vou comparar se ela é mais ou menos competente do que eu, porque isso é difícil de medir, mas minha sensação é de que com a minha idade nos deveríamos ser igualmente competentes.

Horas depois dessa conversa eu ainda estava checando as contas mentalmente, pensando em quanto que ela poderia ter economizado até hoje e que se eu ganhasse tão bem assim eu conseguiria me aposentar em 6 anos, ou seja, com 35 anos de idade! Senti que eu estava fazendo alguma coisa de errado, que eu estava sendo incompetente com o meu trabalho, e que eu deveria ir atrás de um lugar que pagasse bem melhor. Me senti desmotivada e mal paga. Não foi legal!

Até que eu finalmente percebi o quanto aquilo estava me fazendo mal! Essa sensação de que a vida da minha colega era muito melhor que a minha estava me consumindo. Comecei a me perguntar porque precisamos tanto dessa comparação com os outros quando na verdade nossas vidas não são comparáveis! A minha colega teve as alegrias e dores dela. Eu tive as minhas alegrias e minhas dores. Eu não consigo medir o quanto a minha vida é melhor ou pior que a dela simplesmente pelo nosso salário. E quando eu comecei a pensar em todos os momentos da minha vida e o que eu poderia ter feito para ganhar muito mais, eu conclui que era basicamente NADA de diferente! Eu me dediquei aos estudos, eu aprendi o que pude com a minha capacidade, eu me relacionei com as pessoas que eram compatíveis comigo, e eu aproveite as oportunidades que me foram apresentadas. No fundo, no fundo, algumas coisas nessa vida a gente controla. Mas algumas delas é sim uma questão de sorte. Nós só conseguimos garantir que o que está sob nosso controle seja bem feito, e que quando a oportunidade aparecer, nós estaremos prontos para agarrá-las. Meu pai sempre me disse “a sorte é o encontro da competência com a oportunidade”. Eu tive as oportunidades que eu tive, e acho que fui competente em aproveitá-las.

Em um desses momentos em que eu estava mergulhada na blogosfera de finanças pessoais eu li que o melhor conselho de finanças que podemos dar para alguém é “be gentle to yourself”. Ser bondoso com você mesmo! É um conselho incrível, não é? Eu leio diversas pessoas dizendo que sempre foram controladas com os gastos, que nunca fizeram uma compra arriscada, que sempre guardaram boa parte do dinheiro. Eu não fui sempre assim. Até ano passado eu era uma pessoa consumista, eu acreditava que comprar roupas novas era importante. Eu fiz uma compra arriscada ao comprar meu imóvel e comprometer boa parte da minha renda com o pagamento da parcela. Eu podia ter guardado bem mais do que eu ganhava no passado. Mas vai valer a pena ficar remoendo o passado? O que eu fiz ou deixei de fazer?

O mais importante é sim ser bondoso com você mesmo. É saber que você faz o seu melhor dentro do que é possível para você. É saber que daqui para frente eu tenho mais informações para cuidar melhor das minhas finanças. É ser grata pela oportunidade que eu tive de conhecer a possibilidade de independência financeira, de antecipar a minha aposentadoria. É acreditar que as boas oportunidades também vão cruzar o meu caminho!

Para terminar meu dia, uma amiga minha me ligou toda feliz porque tinha ganhado um aumento de X reais, o que representava Y% da sua renda! Eu automaticamente parei para fazer as contas e descobri que ela ganha metade do que eu ganho. E sabe o que é o mais engraçado? É que eu não me senti melhor por isso! Eu me senti um lixo quando descobri que alguém ganhava o dobro do que eu ganho, mas não me senti feliz ao descobri que outro alguém ganhava metade do que eu ganho. Então eu acho que esse tabu existe por conta disso. Ninguém quer correr o risco de se sentir um lixo porque ganha pouco. Faz sentido não?

 

Metas para 2017

Ano novo, vida nova, e dá aquela vontade de recomeçar, fazer novos planos e traçar metas! Já revi minha meta de gastos pra esse primeiro semestre, mas minha vida não se resume a finanças, rs.

Eu sempre gosto de escrever minhas metas na virada de ano e só revisitá-las no final do outro ano. Então antes de escrever minhas metas para esse novo ano de 2017, vamos ver como eu me saí em 2016.

Metas para 2016 – Revistando

– Meditar todos os dias: não fiz, eu até tentei meditar algumas noites quando não consegui dormir, mas não posso dizer que a meditação fez parte do meu dia a dia em 2016.
– Voltar a fazer psicóloga: não fiz e não me arrependo. Acho que olhar com carinho meus gastos e cuidar das minhas finanças já estão me fazendo muito bem, obrigada!
Juntar R$200mil (delta de 35mil): meta alcançada! Não só juntei R$200mil como quase R$230.000,00. Uhul! Aumentei meus investimentos em R$65mil esse ano, not bad!
Fazer 3 anos de namoro: meta alcançada! E com o mérito de ainda ficar noiva!
– Fazer uma receita da Bela Gil / Rita Lobo por semana: olha, acho que não fiz, mas cozinhei muito esse ano, com certeza toda semana, e adotei hábitos alimentares bem mais saudáveis.
Chegar aos 58kg: meta alcançada! E sem fazer atividade física, só cuidando da alimentação.
– Correr uma meia maratona: não fiz, infelizmente…
Comer menos: meta alcançada!
– Me fazer ser ouvida no trabalho: acho que ainda não, ainda sou vista como uma pessoa júnior.
Assumir mais responsabilidades no trabalho: meta alcançada!
Aumentar o bônus: meta alcançada!
– Treinar speaking em inglês 2h por semana: não, passei beeem longe.
– Ler um livro por mês: acho que li 2 livros no total esse ano, muito longe tb!

É, olhando para essas metas até que foi um bom ano, principalmente do ponto de vista financeiro e profissional. Estou cuidando melhor da minha saúde de certa forma, mas preciso voltar a praticar atividades físicas. Com relação aos cuidados com a mente, acho que estou numa fase bem pragmática e não tenho visto muito espaço para terapia/meditação na minha rotina. Estou bem emocionalmente, me sinto feliz, tenho dormido bem, então acho que esse ponto está bem cuidado.

Mas vamos olhar pra frente!

Metas para 2017:

– Chegar aos 55kg

– Reduzir a cintura para 80cm (hoje em 86cm)

– Juntar R$350.000,00

– Postar no blog toda semana

– Fazer pelo menos 10 atendimentos de educação financeira

– Me exercitar 3x por semana em casa

– Visitar uma amiga por mês

Enfim, acho que uma boa forma de resumir essas metas é que em 2016 eu quero ter mais equilíbrio na vida pessoal, na vida profissional e na vida financeira! Quero trabalhar por mim, não só para os outros. Quero ter mais tempo para me exercitar e chegar ao corpo que eu gostaria. E quero passar mais tempo com as minhas amigas, que são meu alicerce.

Feliz ano novo para todos nós!

Expectativa de gastos para o 1º semestre de 2017

Média de gastos mensais:

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Eu devo confessar que estava ansiosa para essa atualização!

A tabela acima traz 3 colunas: a primeira era a minha meta/expectativa de gastos para o 2o. semestre de 2016, a segunda contém o quanto eu gastei de fato nesse semestre, e a terceira traz a minha meta de gastos para o 1o. semestre de 2017.

Comparando a primeira coluna com a segunda, eu devo dizer: estou orgulhosa de mim! Eu gastei 4% a menos do que eu esperava e 13,5% a menos do que eu gastei no 1o semestre de 2016! Fala se não é para fica orgulhosa?

A principal redução veio do meu gasto com a parcela do financiamento do meu apê (como expliquei nesse post aqui). Mas essa economia foi quase toda compensada por um surto de gastos com viagens nesse semestre, rs. A verdade é que eu fiz uma viagem cara esse semestre (não posso dize que não valeu a pena) e já comprei passagem para mais 4 viagens para o 1o semestre de 2017 e mais alguns outros gastos. Então, eu não vou me assustar com esse gasto e vou tratar isso como uma antecipação de consumo(aliás, eu aproveitei algumas boas oportunidades de desconto fazendo isso). Mas para que isso não se torne uma bola de neve, eu vim aqui fazer uma promessa: não vou antecipar gastos com viagem para o próximo semestre dessa vez! Ufa, assim eu “zero minha dívida” e me sinto mais controlada.

Mas ainda assim, eu consegui economizar na maioria dos itens das minhas despesas!

O que tive de surpresa negativa foram os gastos com carro (paguei a gasolina um dia pro meu namorado, acho justo), compras pra mim (já expliquei nesse post aqui qual foi minha recaída) e os demais foram porque eu fui burrica no planejamento e quando cancelei algumas assinaturas ainda tinham parcelas para pagar.

Enfim, no final, acho que estou de parabéns!

Mas resolvi deixar as coisas um pouco mais emocionantes para mim. Como eu estou com esse alívio com a parcela do apê até agosto de 2017, eu tenho o 1o. semestre de 2017 com o meu maior gasto mensal reduzido. Assim meu plano é de me aposentar aos trinta implica que isso precisa acontecer  até 2026. Fiz as contas, e para conseguir essa façanha eu teria que economizar cerca de 59% da minha renda! Com a renda que eu tenho hoje, eu teria menos de R$6.150,00 por mês pra gastar, o que representaria uma economia de cerca de 35% em relação ao que eu gastei nesse 2o. semestre de 2016.

Coloquei os valores no papel e conclui que eu conseguiria isso se eu:

i) reduzisse minha despesa com viagens: estimei quanto eu preciso gastar nas viagens que farei esse ano e zerei qualquer antecipação de gasto com viagem para o próximo semestre;

ii) reduzisse minhas despesas com restaurantes / lazer;

iii) eliminasse as compras para mim e para a casa: esse item eu já combinei com vocês que irei compensar com a venda de coisas que eu não uso mais;

iv) parasse de dar presentes: isso é tópico para um post completo, mas esse ano eu abri mão de ganhar presentes no meu aniversário e então não me sinto mais na obrigação de comprar presente para ninguém. Só não zerei essa despesa porque terei que dar alguns presentes de casamento / chá de bebê nesse primeiro semestre;

v) reduzisse gastos com internet e telefonia: eu liguei na Vivo, negociei, e consegui um belo desconto no meu plano mensal;

vi) fizesse mão e pé só 1 vez por mês no cabeleireiro: esse semestre eu cortei meu cabelo sozinha, foi super fácil, então enquanto eu não aprendo a fazer as unhas sozinha, esse é o único gasto que terei com esse tipo de despesa.

Não parece tão difícil assim não é mesmo? Na verdade, alguns itens já foram negociados, então é só manter o protocolo e não cair em tentação com viagens rs! Mas se eu cair, posso tentar compensar com os demais itens que praticamente mantive constantes.

Estou muito empolgada com esse plano para o próximo semestre! Se eu conseguir manter esse nível de gastos por mês, então minha aposentadoria aos trinta está cada vez mais factível! É claro que essa mamata com a parcela do apê tem prazo de validade. Mas quem sabe até lá não consigo aumentar minha renda e compensar de alguma forma?

Por que eu quero me aposentar? 

Hoje foi um dia de muita reflexão para mim. Começou com uma reunião logo pela manhã, em que me senti pequenininha. Sabe quando você se sente colocada num lugar que você não sabia que era o seu de verdade? Tentei falar mas fui menosprezada. Em alguns comentários, fui “juniorizada”. E terminei a reunião com a constatação de que  é muito maior a importância que eu dou pro trabalho do que a importância que o trabalho e os meus chefes acham que eu tenho…

A primeira sensação foi de revoltada. Fiquei pensando que meus chefes acham que a opinião deles é muito mais importante do que a minha, e passam a impressão de que meu trabalho é pouco relevante. Mas aí pensei um pouco mais, e conclui que isso não é privilégio dos meus chefes e que na verdade todo ser humano é assim. No fundo,  eu também acho que minha opinião é melhor que a deles e que meu trabalho é tão importante para o funcionamento da empresa quanto o deles. No fundo no fundo, eu só não demonstro isso porque eles pagam meu salário, enquanto que eles podem demonstrar isso porque eles pagam meu salário, rs.

A grande verdade é que o ser humano quer ser ouvido, se sentir com poder. Li um texto brilhante hoje que dizia o porquê do Trump ter ganho as eleições dentre os eleitores da classe média mesmo falando que iria reduzir os impostos da classe alta. E a conclusão do texto é que o ser humano não quer esmola, ele quer é poder. Sim, eu gosto de quando meu trabalho faz eu me sentir poderosa, talvez até mais do que quando ele paga meu bônus, rs.

Mas é exatamente por isso que eu quero me aposentar. Eu não sei se pararia de trabalhar, mas eu gostaria de trabalhar para mim e não para os outros. Meu trabalho atual é desafiante intelectualmente e paga relativamente bem. Mas a sensação de que não sou dona de boa parte do meu tempo, a obrigação de fazer coisas que eu não concordo, e a necessidade de tolerar maus tratos para receber meu salário, com certeza me fazem não querer ficar como empregada para sempre.

Acho sim que seria muito prazeroso poder largar essa vida de empregada e ser dono do meu próprio trabalho. É claro que o empreendedorismo não é uma maravilha, mas acho interessante alguns aspectos dele. E minha ideia é para de ser empregada só quando eu atingir minha independência financeira. Imagino que não ter que trabalhar por dinheiro e ainda por cima trabalhar com algo que faça muito sentido para mim, nos meus horários, de acordo com as minhas prioridades, deve ser de uma alegria imensa.

Mal posso esperar…

 

Fiquei noiva e comprei uma Prada! 

Depois de um tempo sem escrever, voltei com duas novidades!

A primeira delas é que eu fiquei noiva. Depois de 3 anos de um namoro do bem (aquele que nos dá liberdade para ser quem queremos ser ao mesmo tempo que nos acompanha em tudo, rs), meu namorado fez uma surpresa linda me pedindo em casamento! E eu aceitei! Estou muito feliz em dar esse passo importante com essa pessoa tão especial para mim. Mas assim que fui compartilhar a notícia com nossos amigos e familiares, eu fui bombardeada com perguntas sobre a data e sobre a festa. Para a maioria dessas pessoas eu respondi que ainda não tínhamos planos nenhum. Mas a verdade é que nós já havíamos decidido que não queríamos gastar tanto dinheiro em uma festa que durasse algumas poucas horas. Nesses últimos anos eu fui em muitas festas de casamento, e no começo achava lindo, emocionante, algo que eu tinha que viver um dia. Mas com o tempo comecei a achar meio banal. Sempre a mesma cerimônia, sempre o mesmo ritual, e sempre muito dinheiro gasto. Acho que juntou com a minha nova fase de olhar para o dinheiro com mais carinho, e eu perdi o encanto pela festa de casamento! Sendo assim, estou noiva, vou casar mas não darei uma grande festa. Acho importante celebrar esse momento, mas talvez seja algo só para a família ou então só para nós dois mesmo!
E a segunda novidade é que eu comprei uma Prada. Sim, podem ficar chocados com essa decisão. Sei que estou quebrando meu plano de ficar 1 ano sem compras, mas eu vou pagar por isso. Vamos aos fatos primeiro. Existe um site de compras de objetos de luxo com desconto que eu acompanhava antes da minha vida frugal e eu divulguei esse site pra algumas amigas. E um dia essa minha amiga me falou que o site estava vendendo bolsa Prada com 75% de desconto! Entrei no site e era verdade. Fiquei nervosa, pensei se comprava ou não, pensei se saia do plano ou não, pensei se comprava e “escondia” do blog, mas a decisão foi de sair do site e não comprar. Passou e eu fui viajar de férias. Passei as férias inteiras lendo o livro “The millionaire next door”, que eu super recomendo. Resumidamente, o livro fala de como vivem e o que consomem os milionários dos EUA, e basicamente eles levam uma vida frugal enquanto os objetos de luxo são na verdade consumidos por pessoas com poupanças bem magrinhas. E me chamou a atenção o fato de que as pessoas infelizmente associam a posse de objetos de luxo a riquezas e ao sucesso. Sendo assim, algumas pessoas acabam tendo de comprar objetos de luxo para convencer seus clientes  de que tem sucesso ou no mínimo causar uma boa impressão!
Infelizmente, a minha profissão é assim. E eu já me senti mal por estar vestida de maneira simples em reuniões importantes. Então eu tenho que estar bem vestida para evoluir no meu trabalho e conseguir me aposentar um dia. É claro que eu não acho que preciso ter milhares de itens de luxo, mas acho que pelo menos um sapato e uma bolsa decente é necessário. Eu até tenho uma bolsa de luxo que comprei em 2010, mas infelizmente ela não está mais com a mesma beleza e acho que está prestes a rasgar. E fiquei pensando que quando ela rasgasse, eu teria que repor e talvez saísse bem caro. Na hora conclui que minha decisão de não comprar uma Prada com 75% de desconto foi uma decisão cheap, e não frugal (como diria o MMM). E então passaram alguns dias e o site voltou com a campanha das bolsas Prada com 75% de desconto, e dessa vez eu comprei. Estou segura da minha decisão mas sei que ela não deve acabar com o meu plano de ficar 1 ano sem comprar nada. Sendo assim, essa compra vai matar tudo Q eu já tenho salvo no meu fundo de reserva para despesas urgentes e eu ainda terei que correr atrás para completa-lo. Acho que essa compra merecia utilizar do meu fundo de reservas e que eu conseguirei completa-lo! Estou me divertindo vendendo as coisas que estão parada em casa e tenho certeza que conseguirei tirar meu fundo do saldo negativo!

Dinheiro atrai dinheiro!

 

Sim, essa frase é clichê. Mas vamos a um exemplo prático!

Duas semanas atrás uma amiga minha comentou que era possível sacar o FGTS no casamento. Eu quase pedi meu namorado em casamento na hora, mas achei mais prudente confirmar a informação. Bom, não achei nada no site da Caixa que indicasse que podíamos fazer isso, então eu continuo solteira!

Mas pesquisando aqui e ali eu descobri algo. Quando comprei meu apartamento eu pensei em utilizar o FGTS no valor de entrada porém, eu já era proprietária aqui em São Paulo pois recebi metade de um apartamento de doação de meu avô. E quando já se é proprietária, não é possível sacar o FGTS para a compra de um imóvel. Triste, mas c’est la vie!

Porém, nessa nova busca pelo site da Caixa, eu descobri que se a doação foi realizada com uma cláusula de usufruto de terceiros, então era possível realizar o saque! Corri ligar para o meu pai e descobri que a doação tinha justamente essa cláusula. Bom, daí foi só levantar toda a papelada, enviar para o banco e aguardar. E hoje recebi a confirmação do banco de que minha solicitação foi aceita! Uhul! Nos próximos 12 meses, terei um desconto de 53% do valor da minha parcela! Uau! E não para por aí, a cada 12 meses, vou poder solicitar o resgate de novo!

É claro que já corri para fazer as contas de quanto tempo eu consegui antecipar minha aposentadoria com essa economia, e eu ganhei 1 ano! Ou seja, agora eu preciso de mais 15 anos para me aposentar 🙂

Fiquei obviamente muito feliz, e percebi que pensar em dinheiro realmente atrai dinheiro. Desde que comecei a fazer as contas da minha aposentadoria, desde que comecei a controlar meus gastos e a olhar para o meu dinheiro de outra forma, parece que fiquei mais rica! É claro que eu não espero ter surpresas assim sempre, mas de certa forma o dinheiro tem aparecido em lugares inesperados. Outro dia descobri que podia utilizar os pontos do programa Vivo Valoriza para ter desconto na conta de celular (até postei essa dica no instagram!). Não é muita coisa, mas já é o suficente para dar aquele prazer em economizar!

E estou colhendo bons frutos com o meu desafio de ficar 1 ano sem compras também, vou voltar aqui para atualiza-los!

Como eu faço as contas para a minha aposentadoria? PARTE II

Clique aqui para ler o post “Como eu faço as contas para a minha aposentadoria? PARTE I”

Resolvi complementar o post anterior com algumas análises animadoras J

Como comentei no post anterior, considerando uma taxa segura de retirada de 4,3%, eu precisaria de cerca de R$2 milhões hoje para me aposentar. E quando eu pretendo chegar lá?

Hoje eu tenho cerca de R$185 mil investido. Mantendo meu salário atual e minha meta de gastos para o 2o. semestre de 2016, eu consigo guardar cerca de R$40 mil por ano. Se eu deixasse meu dinheiro parado no banco, eu só conseguiria me aposentar em 25 anos!

Mas existe a mágica do mercado financeiro… se você investir seu dinheiro direitinho, ele vai render! Supondo um rendimento real de 4% ao ano, eu consigo me aposentar em 18 anos. Se eu conseguir surpreendentes juros reais de 14% ao ano, eu conseguiria me aposentar em 11 anos, que é a minha meta!

Pena que eu só conseguiria esse nível de juros reais se fosse A gênia do mercado financeiro (A com letra maiúscula mesmo!). Como não sou, infelizmente, prefiro fazer minhas contas com os juros reais que as NTN-Bs pagam em media hoje, ou seja, 6% ao ano. Nesse caso, eu conseguiria me aposentar em 16 anos!

É claro que minhas hipóteses são bem simplificadoras nesse caso e é claro que o mercado de renda fixa não é tão fixo assim. Mas acredito que meus investimentos terão duas fases: a primeira, que estou agora, é a fase de crescimento do meu patrimônio, e a segunda fase, que corresponde a minha aposentadoria, é a fase de aplicar esse dinheiro de forma a me garantir uma taxa segura de retirada. Nessa primeira fase, não pretendo deixar meu dinheiro parado na renda fixa, e quero tomar risco em busca de retornos maiores. Quem sabe no final até consigo esses 14% ao ano, rs!

Outra hipótese bem simplificadora dessa conta é que eu estou mantendo meu salário real constante. É óbvio que no Brasil os salários nominais são sempre pra cima, principalmente por conta dessa espiral maluca dos dissídios. Mas ainda assim, seria razoável imaginar que eu receberei algum ganho real de salário. Afinal de contas, enquanto eu não me aposentar, sou uma trabalhadora dedicada! Supondo um aumento real de salario de 5% ao ano, eu conseguiria me aposentar daqui 12 anos. Uau, isso é bem animador! Se eu ganhasse 10% a mais todo ano, isso já me garantiria uma aposentadoria em 10 anos!

Ahh a mágica de fazer contas! Para ser conservadora, vou manter minha expectativa de aposentadoria em 16 anos. E essa expectativa será revisada sempre que eu conseguir reduzir meus gastos mensais ou conforme minha renda e meus investimentos forem subindo.